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Na Palma
GÊNERO: Word Music

A liberdade consiste em não usar relógio”. Em não precisar de van, de roadie, nem de uma mesa com no mínimo 20 canais. Foi com esse conceito que surgiu a banda NAPALMA. Independência e viabilidade de se apresentar em qualquer lugar.

Os caras só queriam tocar. Cid Travaglia, Rafael Jabah e Cyro Elias, integrantes do grupo Pé do Lixo, estavam de saco cheio das inúmeras necessidades técnicas pra realização de um show. Então, tiveram a idéia de criar um projeto paralelo, o Na Palma do Pé, inicialmente pensado como uma espécie de bloco carnavalesco.

O ano era 2004, e de repente no meio do Tô Bebo, bloco tradicional do carnaval de Vitória, surgem uns caras com uns djembés, quebrando tudo. E a rapazeada adorou. Venderam logo algumas apresentações, e num belo dia, em uma boate, um DJ soltou umas bases e eles acharam ótimo. Logo entrava na banda o Alex Cepille, mandando nas programações. E no show seguinte, entrava o moçambicano Ivo Maia, nos vocais.

O Alex mudou-se pra São Paulo, e no seu lugar entrou o Paulinho Bolzan, roqueiro de formação que tava aprendendo a programar. Cidinho, Cyro e Jabah aprendendo a tocar o djembé. E o Ivo cantando pedaços de cantigas de rituais africanos. Era uma pregação experimental. Todo mundo se convertendo à espontaneidade.

E essa coisa de estar todo mundo aprendendo, e se formando junto com a banda foi a pedra fundamental pro som que fazem hoje. A liberdade de experimentar e de interagir com quem quiser entrar são os alicerces do NAPALMA, que desrespeita as regras do rock, as normas do reggae e as convenções da música eletrônica.

Mas não por rebeldia, e sim por desapego. Desapego que você também sente quando olha pro Ivo pulando em transe enquanto profere palavras que geralmente você não entende, e nem precisa entender. No show dessa banda não tem espectador, o público tá lá fazendo uma participação. São todos figurantes absolutamente essenciais pro espetáculo acontecer.

E como a receptividade tava muito boa, e o show não pode parar, veio a necessidade de se aprimorar. De começar a arranjar, a ensaiar, a fechar as composições, e se conscientizar de que a coisa podia dar certo. Não perderam a naturalidade, mas começaram a levar o trabalho a sério.

Se apresentaram em locais tão diversos quanto as influências da banda. Tocaram em festas de aniversário, desfiles de moda e praças, por exemplo. Até que veio a idéia da semana de assalto. Por sete dias seguidos, fizeram apresentações-surpresa em locais públicos. Feiras livres, ruas do centro, sebos, restaurante universitário, bares e o público absolutamente eclético que garantiu o sucesso da empreitada.
 


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